Filmes da minha vida - «Contacto»: será que o universo desperdiça espaço?

2 de outubro de 2012 ·


«O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.»

Esta frase [mais ou menos] foi dita em duas ocasiões diferentes no filme «Contacto» [1997] por Jodie Foster e Matthew McConaughey dentro do contexto da obra.

Um bonito e intenso filme, bem ritmado e com excelentes interpretações.

O filme foi baseado no romance com o mesmo título de Carl Sagan, publicado em 1985. Foi realizado / dirigido por Robert Zemeckis, que teve que ceder em algumas partes para deixar as consciências norte-americanas mais sossegadas. O eterno medo do desconhecido, muito bem aproveitado pelo Governo Sombra do Mundo.

Foi um filme envolto em polémicas da era Clinton e encabeçadas pela CNN que não gostou de se ver retratada no filme, como se isso não acontecesse todos os dias e várias vezes por dias.

O filme conta a história de uma cientista e a sua incessante busca por contacto com alguma civilização extraterrestre. O resto não vou contar... :))) Em vez de ficar agarrado a uma novela, alugue este filme na tv por cabo. Prometo-lhe 2 horas absolutamente impecáveis de cinema fantasiado e de como é o mundo [que ainda não mudou tanto assim] 15 anos depois [hoje, em 2012]

A opinião geral dos espectadores jovens é que não apreciam o filme pois não há lutas entre facções rivais. Isso, só mesmo na casa dos segredos... :))

Na verdade, o filme não deve ser colocado na lista dos habituais filmes de ficção científica, pois é muito mais que isso. Trata de questões superiores, como  a frase com que início o post. É, antes de mais, uma história que nos coloca questões, ou, a QUESTÃO MAIOR: quem somos e de onde viemos? Ou, o que somos? Estamos sós? Tem um dos mais brilhantes diálogos que já me foi dado apreciar em cinema. Ah, e a Jodie Foster está brilhante, sim.

O filme «Contacto» tenta explicar-nos de que forma poderíamos fazer uma viagem interestrelar e quando chegássemos ao destino que tipo de formas de vida iríamos encontrar e como comunicar com elas. Quanto a mim achei extraordinária a forma que Carl Sagan imaginou, simplesmente Ellie [Jodie Foster] encontra-se inconsciente e através da mente os de Vega comunicam com ela pela memórias do seu pai e terá sido esse facto que o público não terá entendido. Deixo a pergunta: de que outra forma achamos que podemos comunicar com outras formas de vida? Na fase em que nos encontramos? Achamos mesmo que será falando com o aparelho bocal comum?

Eu tenho Quiron Rx em Sagitário [1º decanato] na Casa VII. É claro que eu vim a esta reencarnação fazer a ponte entre os terrestres e os não terrestres. Se lerem muitos dos meus artigos verão que sim, que tenho feito essa ponte.

Para mim, os bons filmes de ficção científica são os que relatam e reconstituem da melhor forma a nossa presença no espaço , como «Contacto» e o «2001- Odisseia no Espaço» e, de forma muito transversal «Matrix» e a o 1º filme da série «Guerra das Estrelas». Os outros são meros filmes de acção e não ajudam nada sentirmos que temos «vizinhos» pacíficos. Porém, são estes que o grande público aplaude e enchem as salas de cinema, mas enfim...

A minha intenção era fazer um pequeno post sobre a frase «O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.», mas saiu um comentário mais alargado.

http://www.imdb.com/title/tt0118884/

.

3 comentários:

Anónimo disse...
2 de outubro de 2012 às 16:10  

Olá António
Vi o filme Contacto já faz alguns anos e essa frase mencionada no seu post tocou-me profundamente, embora eu já fosse fã do Carl Sagan desde os tempos da série Cosmos este filme levou-me a reflectir sobre o nosso papel neste universo imenso e na nossa relação com o divino. Penso que somos partículas ínfimas com duração de instantes na imensidão eterna do universo.
E por vezes desperdiçamos essa escassa passagem por esta existência com coisas tão negativas e mesquinhas que me faz uma pena imensa.
Abraço

António Rosa disse...
2 de outubro de 2012 às 16:44  

Belo testemunho,Anónimo/a das 16:10. Muito agradecido.

Astrid Annabelle disse...
2 de outubro de 2012 às 21:34  

E eu vou ver o filme...achei deliciosa a sua descrição do filme. Já está favoritado em minha lista de filmes.
Beijão meu querido António.
Astrid Annabelle

2 de outubro de 2012

Filmes da minha vida - «Contacto»: será que o universo desperdiça espaço?


«O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.»

Esta frase [mais ou menos] foi dita em duas ocasiões diferentes no filme «Contacto» [1997] por Jodie Foster e Matthew McConaughey dentro do contexto da obra.

Um bonito e intenso filme, bem ritmado e com excelentes interpretações.

O filme foi baseado no romance com o mesmo título de Carl Sagan, publicado em 1985. Foi realizado / dirigido por Robert Zemeckis, que teve que ceder em algumas partes para deixar as consciências norte-americanas mais sossegadas. O eterno medo do desconhecido, muito bem aproveitado pelo Governo Sombra do Mundo.

Foi um filme envolto em polémicas da era Clinton e encabeçadas pela CNN que não gostou de se ver retratada no filme, como se isso não acontecesse todos os dias e várias vezes por dias.

O filme conta a história de uma cientista e a sua incessante busca por contacto com alguma civilização extraterrestre. O resto não vou contar... :))) Em vez de ficar agarrado a uma novela, alugue este filme na tv por cabo. Prometo-lhe 2 horas absolutamente impecáveis de cinema fantasiado e de como é o mundo [que ainda não mudou tanto assim] 15 anos depois [hoje, em 2012]

A opinião geral dos espectadores jovens é que não apreciam o filme pois não há lutas entre facções rivais. Isso, só mesmo na casa dos segredos... :))

Na verdade, o filme não deve ser colocado na lista dos habituais filmes de ficção científica, pois é muito mais que isso. Trata de questões superiores, como  a frase com que início o post. É, antes de mais, uma história que nos coloca questões, ou, a QUESTÃO MAIOR: quem somos e de onde viemos? Ou, o que somos? Estamos sós? Tem um dos mais brilhantes diálogos que já me foi dado apreciar em cinema. Ah, e a Jodie Foster está brilhante, sim.

O filme «Contacto» tenta explicar-nos de que forma poderíamos fazer uma viagem interestrelar e quando chegássemos ao destino que tipo de formas de vida iríamos encontrar e como comunicar com elas. Quanto a mim achei extraordinária a forma que Carl Sagan imaginou, simplesmente Ellie [Jodie Foster] encontra-se inconsciente e através da mente os de Vega comunicam com ela pela memórias do seu pai e terá sido esse facto que o público não terá entendido. Deixo a pergunta: de que outra forma achamos que podemos comunicar com outras formas de vida? Na fase em que nos encontramos? Achamos mesmo que será falando com o aparelho bocal comum?

Eu tenho Quiron Rx em Sagitário [1º decanato] na Casa VII. É claro que eu vim a esta reencarnação fazer a ponte entre os terrestres e os não terrestres. Se lerem muitos dos meus artigos verão que sim, que tenho feito essa ponte.

Para mim, os bons filmes de ficção científica são os que relatam e reconstituem da melhor forma a nossa presença no espaço , como «Contacto» e o «2001- Odisseia no Espaço» e, de forma muito transversal «Matrix» e a o 1º filme da série «Guerra das Estrelas». Os outros são meros filmes de acção e não ajudam nada sentirmos que temos «vizinhos» pacíficos. Porém, são estes que o grande público aplaude e enchem as salas de cinema, mas enfim...

A minha intenção era fazer um pequeno post sobre a frase «O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.», mas saiu um comentário mais alargado.

http://www.imdb.com/title/tt0118884/

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3 comentários:

Anónimo disse...

Olá António
Vi o filme Contacto já faz alguns anos e essa frase mencionada no seu post tocou-me profundamente, embora eu já fosse fã do Carl Sagan desde os tempos da série Cosmos este filme levou-me a reflectir sobre o nosso papel neste universo imenso e na nossa relação com o divino. Penso que somos partículas ínfimas com duração de instantes na imensidão eterna do universo.
E por vezes desperdiçamos essa escassa passagem por esta existência com coisas tão negativas e mesquinhas que me faz uma pena imensa.
Abraço

António Rosa disse...

Belo testemunho,Anónimo/a das 16:10. Muito agradecido.

Astrid Annabelle disse...

E eu vou ver o filme...achei deliciosa a sua descrição do filme. Já está favoritado em minha lista de filmes.
Beijão meu querido António.
Astrid Annabelle

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