Os relacionamentos

17 de agosto de 2010 ·


Recomendação pessoal: a leitura deste post torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». É só clicar para iniciar.




No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.


Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...



Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.




Se quiser acompanhar a canção, aqui tem a letra para desfrutar.
Basta clicar no 'play' para ouvir a música.




Cantemos «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião



Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e hoje (17 Agosto 2010) é republicado sem alterações, pois há novos leitores que não o conhecem.

43 comentários:

Ana Cristina disse...
17 de agosto de 2010 às 10:44  

Numa só palavra AMEI o texto :)
Beijo

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...
17 de agosto de 2010 às 10:51  

Grande texto :)

Olá energia, adeus ilusões :P

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 11:01  

Ana Cristina

Muito obrigado. Sei que o entendeu.

Beijo.

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 11:01  

Especialmente

Espero que se sinta assim, com o amor.

Abraço.

Astrid Annabelle disse...
17 de agosto de 2010 às 12:40  

Fui lendo e me lembrando que já havia lido algo parecido António! Bom dia!
Ao chegar ao final você confirma as minhas suspeitas...é uma republicação...
Lindo lindo lindo...e faz tempo que acho isso.
Veja:
http://astrid-annabelle.blogspot.com/2008/08/o-amor-em-pauta.html
E o amor continua...
A música de Carlos Paião eu gosto muito igualmente!
Belíssimo post, com texto e imagens maravilhosos!
Beijo agradecido por isso.
Astrid Annabelle
P.S. respondi ao seu email ontem.

Sonia Beth disse...
17 de agosto de 2010 às 12:48  

Oi António, um excelente dia pra voce e pra todos do Cova.

Eu desconhecia este texto, mas é lindíssimo, puro e verdadeiro. Um texto que deve ser levado para a cabeceira.

beijinhos

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 12:52  

Astrid

Fui a esse seu post deixar um comentário, pois a sincronicidade é impressionante. Hoje estamos a 17 de Agosto de 2010 e este artigo foi publicado aqui há exactamente 2 anos.

O seu post é dessa data. Volto a agradecer a chamada de atenção e o carinho dado a este artigo.

Sinto-me feliz por ter conseguido escrever um texto que tocou em algumas pessoas.

Muito obrigado.

Beijos de 2010. :)))

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 12:54  

Sônia, minha querida

Muito e muito obrigado.

Por isso mesmo republiquei, pois agora há novos leitores que não o conheciam. Quem sabe se em 2012 não volto a republicar? :))))

Beijo.

Sonia Beth disse...
17 de agosto de 2010 às 13:02  

Acabei de colocar um link no meu post de hoje .
Vi você como um mineiro trazendo das profundezas esta peciosa riqueza .

http://soniabeth.blogspot.com/2010/08/marte-em-libra-riquezas.html

Estarei esperando a de 2012 ;o)

Adelaide Figueiredo disse...
17 de agosto de 2010 às 13:02  

António,
Este post nunca passará de moda:) Li-o de fio a pavio mesmo sabendo o que se seguia. Adorei.
Logo que vi as imagens e o título veio-me à ideia o seu post. Como tinha o som desligado, liguei-o imediatamente para ver se ouvia a música que nesse dia estava no seu blog :)

Abraço

Astrid Annabelle disse...
17 de agosto de 2010 às 13:39  

António!
Voltei para ouvir a música...estou com o Raphael e ele adorou!
Já lhe respondi através do túnel do tempo...lá em 2008!!!rss
Mais um beijo
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 14:30  

Sônia

Você mata-me com esses mimos. Já lá fui e deixei o meu agradecimento, que repito aqui. Hoje sinto-me um guerreiro libriano.

Beijos, muitos.

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 14:30  

Adelaide,

:)) Muito agradecido pelas suas palavras. Ainda esta manhã reli todos os comentários havidos há 2 anos. E o primeiro de todos é o seu. Foi muito bom pensar que passaram 2 anos e cá continuamos naquilo que fazemos. Nessa altura, a Adelaide ainda nem tinha o «Diálogos Astrais», que hoje sigo religiosamente.

Abraço de grande agradecimento.

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 14:31  

Astrid

Que bom que o Raphael tenha gostado da canção.

É isso mesmo: o túnel do tempo.

mais um beijo.

Adelaide Figueiredo disse...
17 de agosto de 2010 às 14:48  

António,

Coloquei um link no meu blog, deste maravilhoso post, pode ser que a ao lerem O Retorno de Saturno, ajude os leitores a ver e sentir melhor os relacionamentos.

Mais uma vez grata por esta partila

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 14:55  

Adelaide

Deixou-me agradavelmente surpreendido, pelo inesperado mimo de ter dado um link ao Cova do Urso.

Muito e muito obrigado.

Anónimo disse...
17 de agosto de 2010 às 16:15  

Meu bom e adorado " guru " António,

Adorei mais uma vez ler o seu texto, sobre a dinâmica do amor.Babei mais uma vez.... e pensei em como tenho pena de não entender nada de astrologia, para identificar também os signos do zodíaco no que ia escrevendo..mas enfim! Fico mesmo pelo deleite do que escreve e como escreve!

Muitos,muitos beijinhos
Dulce Bento

Nilce disse...
17 de agosto de 2010 às 16:38  

Sensacional, Antonio

Que as energias sempre renovadas e transformadas se transformem em Amor. Esse Amor que vc cita e que stá em todos, que é igual em qualquer fase das nossas vidas e doadas a todos, mas de maneira diferente.
Gostei muito do que li. Parabéns e obrigada por compartilhar.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 17:27  

Dulce, minha querida

Fico sempre encantado quando aparece por aqui.

Um grande beijo de agradecimento.

António Rosa disse...
17 de agosto de 2010 às 17:28  

Nilce

Muito agradecido por partilhar a sua opinião. Fiquei encantado em saber que apreciou este texto. Foi feito com muito amor.

Beijo.

Susana Vitorino disse...
17 de agosto de 2010 às 19:20  

Oh António! Isto não se faz! É impróprio para cardíacos e Vénus Neptuno...

Que lindo! Exclama a minha Vénus Neptuno. Que maldade! Grita a Lua Saturno. :)

Aínda por cima ao som daquela que é SÓ a minha música preferida do Carlos Paião. Esse ser luminoso que nos privou do seu talento e da sua FORMA Física tão precocemente. Havia nele um brilho especial...

Repita o texto anualmente, mensalmente, quinzenalmente... nunca é demais reflectir sobre este tema, esta "crazy little thing called love".

Deixo aqui como referência a quem possa ser de utilidade, dois livros que muito me ajudaram a "descascar" estes mecanismos, estes padrões arraigados no inconsciente colectivo sobre o AMOR e a perspectivar a questão dos mitos do amor romântico, almas gémeas e quejandos... (Só Deus sabe o quão dificil para uma Vénus em conjunção com Neptuno na V em Sagitário é este tema! O grau de idealismo não é mensurável em nenhum sistema conhecido, sequer:)Nem na escala de Richter)

Assim, e para evitar correrias para o astrólogo :) por dá cá aquele fogo de palha...

- O CAMINHO MENOS PERCORRIDO DE M. SCOTT PECK

- THROUGH THE LOOKING GLASS - A SEARCH FOR THE SELF IN THE MIRROR OF RELATIONSHIPS DE RICHARD IDEMOND

Amor, Amor VS Paixão, Mito do Amor Romântico, são os temas que podemos encontrar em ambos os livros, com a "vantagem" para os que gostam ou praticam astrologia, de Ricahard Idemond ter sido, além de terapeuta, astrólogo - e com um sentido de humor extraordinário.

Ajuda-nos muito a perceber que nos venderam eternos contos de fadas, mas que nunca nos é dado a conhecer o que acontece depois do "and they lived happilly ever after..."

E depois, como diz uma autora com muita graça, da qual não me lembra o nome agora: "Todas as mulheres já deviam saber que o príncipe encantado não tem pilinha!"

Muito Obrigada António, por mais um wake up call! Sempre escrito de uma forma acessível, clara e lúcida. Bem Haja, Guerreiro Libriano***

futurodanovaterra.blogspot.com disse...
18 de agosto de 2010 às 00:44  

Querido Antonio, adoro sua criatividade e sua inteligência, postagem muito interessante com belíssimo conteúdo de reflexão, estou postando no meu blog.... grata por tudo....Hoje também é dia de Encontro de Mae Maria,Arcanjo Miguel...(conclave)Todo dia 7,17,27 de cada Mes....JO

IdoMind disse...
18 de agosto de 2010 às 01:21  

Bem António,

Fiquei com o coração pequenininho!
A vida trás mesmo outras oportunidades não trás?

Não sei se é a energia que muda ou se somos nós...

Um post a reler quando o céu estiver mais tranquilo e eu no meu juízo mais perfeito.
Há aqui muito em que pensar..e a sério.
Beijos e obrigado por nos desmistificares o Amor

angela disse...
18 de agosto de 2010 às 02:09  

Pode publica-lo novamente em 17 de agosto de 2011, nunca é demais, sabe o quanto a gente se perde nessas questões do coração.
Lindo e claro texto e possível é só preciso estar atento, muito atento.
beijos

marcelo dalla disse...
18 de agosto de 2010 às 03:56  

hehehehe Um texto excelente com um ótimo final. Essa leitura me inspirou mais uma historinha de amor, que há tempos não escrevo!
abraço

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 06:25  

Susana

Foram uns minutos bem passados para mim, estar a ler este seu comentário. A sua Vénus Neptuno só podia achar beleza. :)))

Bom, combinamos e daqui por 2 anos, voltarei a republicar o artigo, mas talvez pense em mudr-lhe o título, para um mais atrevido e chamativo, pois assim os buscadores Google talvez o encontrassem, pois com este título básico, os 2 posts em conjunto (em 2 anos) não ultrapassaram os 300 visitantes. :))

Muito agradecido pela indicação dos livros. Com calma, irei procurá-los.

Não conhecia ma adorei esta frase: «"Todas as mulheres já deviam saber que o príncipe encantado não tem pilinha!"». Não duvide que a irei usar em título e vai ser uma farra.~~

Muito e muito agardecido pela paciência que me lê.

Muitos beijos

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 06:31  

Querida Jo

Muito agradecido pelas suas palavras gentis. Muito agradecido por ir fazer uma chamada de atenção ao seu blogue.

Grande abraço.

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 06:31  

IdoMind

Sinto que hoje estás mais tristinha. Não é caso para tanto. És uma amiga-leitora que me anima semore. Então lê quando o céu estiver mais tranquilo.

Muitos beijos

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 06:31  

Ângela

Muito agradecido pelo ânimo em voltar a republicar este artigo. Talvez o faça daqui por 2 anos.

Muitos beijos de agradecimentos.

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 06:31  

Marcelo

Vc sabe como é a coisa. Quando chega o vendaval ven tudo à nossa frente e não podemos. Aguardo por mais uma história de amor.

Abraço

Marcia disse...
18 de agosto de 2010 às 10:02  

Dei uma passada para conhecer seu blog e gostei demais! Parabéns, esta postagem é para uma ótima reflexao!
Abracos e um dia cheio de paz.

António Rosa disse...
18 de agosto de 2010 às 10:56  

Marcia

Muito agradecido pelas suas palavras tão generosas.

Abraço.

Filomena Nunes disse...
18 de agosto de 2010 às 11:49  

Viva António Rosa
Sou sua fã desde o dia em que o conheci virtualmente... acompanho cada texto postado aqui na Cova do Urso e repasso a todos aos meus contactos..
Este texto, que também já tinha lido noutra ocasião, é importantíssimo de ser compreendido neste período Saturno/Libra...vou partilha-lo, também, no facebook.
Um grande abraço e as maiores bênçãos no seu caminho..

Shin Tau disse...
18 de agosto de 2010 às 12:51  

Ó António agora que eu queria ir marcar consulta para saber quando me vou apaixonar???? ehehehehe brincadeirinha! Isso incomoda-te mesmo LOL imagino a quantidade de pessoas assim e a tua paciência a ceder....lolol

Olha, sabes o que senti ao ler o teu texto? A minha vida amorosa com o OM. Fez agora dia 7 14 anos que esta relação amorosa existe em estado activo LOL e como podes imaginar ao longo destes anos todos, muitas foram as etapas, as metamorfoses, as crises, as ilusões e desilusões...mas sempre que nos olhamos nos olhos e vemos aquele brilho, aquele rosto, largamos as armas e damos espaço para que o Amor nos leve e nos guie à etapa seguinte. Este último ano foi mais uma fase dessas, mas mais uma vez, egos de lado, e a relação cresce, muda, transforma-se. Mas para isso é preciso não ter medo, não ter medo das mudanças e de "perder" o que temos agora, acreditar que nada se perde tudo se transforma. Lindo texto amigo! Muito profundo e uma bela lição!

E pronto...acho que ainda tinha mais alguma coisa para dizer...mas esqueci-me ... LOL

Se me lembrar depois volto

Muitas beijocas e agora a sério em Setembro tenho de marcar consulta contigo, quero orientações gerais :)

António Rosa disse...
19 de agosto de 2010 às 07:28  

Filomena

Muito agradecido pela simpatia e pela generosidade.

Só estou a responder hoje porque estive todo o dia na Ericeira, em consultas de astrologia, depois de 15 dias de descanso.

Muito agradecido por ter partilhado no Facebook. Irei lá ver e agradecer.

Grande abraço.

António Rosa disse...
19 de agosto de 2010 às 07:30  

Shin

Tudo leva a crer que a tua história com o OM é exemplar, no sentido de saberem como conseguirem afastar os pedregulhos do caminho. É admirável. Haverá muitos outros casais a conseguirem o mesmo. É uma lição.

Aparece quando quiseres.

Muitos beijos e muito obrigado.

HAZEL disse...
20 de agosto de 2010 às 23:23  

Belíssimo post, António.

Houve ali uma frase que me intrigou. Esta:

"Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem."

Não sou estudante de Astrologia, mas interesso-me.
Como mais ninguém perguntou, tomo a iniciativa de perguntar: em que partes do texto? :))

Abraço

Anónimo disse...
19 de setembro de 2010 às 18:33  

Fantástico!! Estou grata com a oportunidade de ler tão ricas e sábias colocaçãoes.

Paulo Braccini disse...
17 de novembro de 2010 às 11:13  

Querido Antônio! Mais uma vez sua capacidade de sintetizar analiticamente a realidade do SER é supimpa ... pena q nós, em nossa mesquinhês ocidental, não somos capazes de nos apercebermos o quão simples é a vida e suas nuances ... o viver e o ser feliz é muito mais simples q pensamos ... basta deixarmo-nos ir ao sabor da vida e de nossas emoções ... claro q com certo grau de discernimento, de responsabilidade e de respeito ... no mais é deixarmos a nossa arrogância e nosso egoísmo de lado e tudo ficará bem ...

bjux

;-)

Paula M. disse...
17 de janeiro de 2011 às 07:20  

Que texto lindo, António!
Estou a ler alguns dos seus posts mais antigos, sao sempre 5 estrelas: esclarecedores, interessantes, um alimento para a alma...

É impressionante como nos embrenhamos facilmente nos assuntos do dia-a-dia e nos desviamos do nosso caminho. Do básico, do essencial para o nosso equilíbrio.

Um abraco

Aida Ferreira disse...
27 de abril de 2011 às 19:52  

O que dizer António? O Amor esta sempre presente mas muito malentendido! É o meu caso com toda a sinceridade!adorei o seu texto, mas confusa porque tendo a analisar tudo apesar de ser uma pessoa que vive de emoções!viu reler e reler e reler até que consiga ler só com o coração! Obrigada.Aida

Geth Romero disse...
20 de março de 2014 às 22:03  

Oi António,
Sempre escrevendo lindos textos...
que delícia!!!
obrigada,
Margareth Romero

Heldrin disse...
13 de janeiro de 2017 às 05:55  

Nooossa, muita profundidade seu texto!!! Excelentíssimo, parabéns e gratidão :)

17 de agosto de 2010

Os relacionamentos


Recomendação pessoal: a leitura deste post torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». É só clicar para iniciar.




No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.


Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...



Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.




Se quiser acompanhar a canção, aqui tem a letra para desfrutar.
Basta clicar no 'play' para ouvir a música.




Cantemos «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião



Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e hoje (17 Agosto 2010) é republicado sem alterações, pois há novos leitores que não o conhecem.

43 comentários:

Ana Cristina disse...

Numa só palavra AMEI o texto :)
Beijo

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Grande texto :)

Olá energia, adeus ilusões :P

António Rosa disse...

Ana Cristina

Muito obrigado. Sei que o entendeu.

Beijo.

António Rosa disse...

Especialmente

Espero que se sinta assim, com o amor.

Abraço.

Astrid Annabelle disse...

Fui lendo e me lembrando que já havia lido algo parecido António! Bom dia!
Ao chegar ao final você confirma as minhas suspeitas...é uma republicação...
Lindo lindo lindo...e faz tempo que acho isso.
Veja:
http://astrid-annabelle.blogspot.com/2008/08/o-amor-em-pauta.html
E o amor continua...
A música de Carlos Paião eu gosto muito igualmente!
Belíssimo post, com texto e imagens maravilhosos!
Beijo agradecido por isso.
Astrid Annabelle
P.S. respondi ao seu email ontem.

Sonia Beth disse...

Oi António, um excelente dia pra voce e pra todos do Cova.

Eu desconhecia este texto, mas é lindíssimo, puro e verdadeiro. Um texto que deve ser levado para a cabeceira.

beijinhos

António Rosa disse...

Astrid

Fui a esse seu post deixar um comentário, pois a sincronicidade é impressionante. Hoje estamos a 17 de Agosto de 2010 e este artigo foi publicado aqui há exactamente 2 anos.

O seu post é dessa data. Volto a agradecer a chamada de atenção e o carinho dado a este artigo.

Sinto-me feliz por ter conseguido escrever um texto que tocou em algumas pessoas.

Muito obrigado.

Beijos de 2010. :)))

António Rosa disse...

Sônia, minha querida

Muito e muito obrigado.

Por isso mesmo republiquei, pois agora há novos leitores que não o conheciam. Quem sabe se em 2012 não volto a republicar? :))))

Beijo.

Sonia Beth disse...

Acabei de colocar um link no meu post de hoje .
Vi você como um mineiro trazendo das profundezas esta peciosa riqueza .

http://soniabeth.blogspot.com/2010/08/marte-em-libra-riquezas.html

Estarei esperando a de 2012 ;o)

Adelaide Figueiredo disse...

António,
Este post nunca passará de moda:) Li-o de fio a pavio mesmo sabendo o que se seguia. Adorei.
Logo que vi as imagens e o título veio-me à ideia o seu post. Como tinha o som desligado, liguei-o imediatamente para ver se ouvia a música que nesse dia estava no seu blog :)

Abraço

Astrid Annabelle disse...

António!
Voltei para ouvir a música...estou com o Raphael e ele adorou!
Já lhe respondi através do túnel do tempo...lá em 2008!!!rss
Mais um beijo
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Sônia

Você mata-me com esses mimos. Já lá fui e deixei o meu agradecimento, que repito aqui. Hoje sinto-me um guerreiro libriano.

Beijos, muitos.

António Rosa disse...

Adelaide,

:)) Muito agradecido pelas suas palavras. Ainda esta manhã reli todos os comentários havidos há 2 anos. E o primeiro de todos é o seu. Foi muito bom pensar que passaram 2 anos e cá continuamos naquilo que fazemos. Nessa altura, a Adelaide ainda nem tinha o «Diálogos Astrais», que hoje sigo religiosamente.

Abraço de grande agradecimento.

António Rosa disse...

Astrid

Que bom que o Raphael tenha gostado da canção.

É isso mesmo: o túnel do tempo.

mais um beijo.

Adelaide Figueiredo disse...

António,

Coloquei um link no meu blog, deste maravilhoso post, pode ser que a ao lerem O Retorno de Saturno, ajude os leitores a ver e sentir melhor os relacionamentos.

Mais uma vez grata por esta partila

António Rosa disse...

Adelaide

Deixou-me agradavelmente surpreendido, pelo inesperado mimo de ter dado um link ao Cova do Urso.

Muito e muito obrigado.

Anónimo disse...

Meu bom e adorado " guru " António,

Adorei mais uma vez ler o seu texto, sobre a dinâmica do amor.Babei mais uma vez.... e pensei em como tenho pena de não entender nada de astrologia, para identificar também os signos do zodíaco no que ia escrevendo..mas enfim! Fico mesmo pelo deleite do que escreve e como escreve!

Muitos,muitos beijinhos
Dulce Bento

Nilce disse...

Sensacional, Antonio

Que as energias sempre renovadas e transformadas se transformem em Amor. Esse Amor que vc cita e que stá em todos, que é igual em qualquer fase das nossas vidas e doadas a todos, mas de maneira diferente.
Gostei muito do que li. Parabéns e obrigada por compartilhar.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...

Dulce, minha querida

Fico sempre encantado quando aparece por aqui.

Um grande beijo de agradecimento.

António Rosa disse...

Nilce

Muito agradecido por partilhar a sua opinião. Fiquei encantado em saber que apreciou este texto. Foi feito com muito amor.

Beijo.

Susana Vitorino disse...

Oh António! Isto não se faz! É impróprio para cardíacos e Vénus Neptuno...

Que lindo! Exclama a minha Vénus Neptuno. Que maldade! Grita a Lua Saturno. :)

Aínda por cima ao som daquela que é SÓ a minha música preferida do Carlos Paião. Esse ser luminoso que nos privou do seu talento e da sua FORMA Física tão precocemente. Havia nele um brilho especial...

Repita o texto anualmente, mensalmente, quinzenalmente... nunca é demais reflectir sobre este tema, esta "crazy little thing called love".

Deixo aqui como referência a quem possa ser de utilidade, dois livros que muito me ajudaram a "descascar" estes mecanismos, estes padrões arraigados no inconsciente colectivo sobre o AMOR e a perspectivar a questão dos mitos do amor romântico, almas gémeas e quejandos... (Só Deus sabe o quão dificil para uma Vénus em conjunção com Neptuno na V em Sagitário é este tema! O grau de idealismo não é mensurável em nenhum sistema conhecido, sequer:)Nem na escala de Richter)

Assim, e para evitar correrias para o astrólogo :) por dá cá aquele fogo de palha...

- O CAMINHO MENOS PERCORRIDO DE M. SCOTT PECK

- THROUGH THE LOOKING GLASS - A SEARCH FOR THE SELF IN THE MIRROR OF RELATIONSHIPS DE RICHARD IDEMOND

Amor, Amor VS Paixão, Mito do Amor Romântico, são os temas que podemos encontrar em ambos os livros, com a "vantagem" para os que gostam ou praticam astrologia, de Ricahard Idemond ter sido, além de terapeuta, astrólogo - e com um sentido de humor extraordinário.

Ajuda-nos muito a perceber que nos venderam eternos contos de fadas, mas que nunca nos é dado a conhecer o que acontece depois do "and they lived happilly ever after..."

E depois, como diz uma autora com muita graça, da qual não me lembra o nome agora: "Todas as mulheres já deviam saber que o príncipe encantado não tem pilinha!"

Muito Obrigada António, por mais um wake up call! Sempre escrito de uma forma acessível, clara e lúcida. Bem Haja, Guerreiro Libriano***

futurodanovaterra.blogspot.com disse...

Querido Antonio, adoro sua criatividade e sua inteligência, postagem muito interessante com belíssimo conteúdo de reflexão, estou postando no meu blog.... grata por tudo....Hoje também é dia de Encontro de Mae Maria,Arcanjo Miguel...(conclave)Todo dia 7,17,27 de cada Mes....JO

IdoMind disse...

Bem António,

Fiquei com o coração pequenininho!
A vida trás mesmo outras oportunidades não trás?

Não sei se é a energia que muda ou se somos nós...

Um post a reler quando o céu estiver mais tranquilo e eu no meu juízo mais perfeito.
Há aqui muito em que pensar..e a sério.
Beijos e obrigado por nos desmistificares o Amor

angela disse...

Pode publica-lo novamente em 17 de agosto de 2011, nunca é demais, sabe o quanto a gente se perde nessas questões do coração.
Lindo e claro texto e possível é só preciso estar atento, muito atento.
beijos

marcelo dalla disse...

hehehehe Um texto excelente com um ótimo final. Essa leitura me inspirou mais uma historinha de amor, que há tempos não escrevo!
abraço

António Rosa disse...

Susana

Foram uns minutos bem passados para mim, estar a ler este seu comentário. A sua Vénus Neptuno só podia achar beleza. :)))

Bom, combinamos e daqui por 2 anos, voltarei a republicar o artigo, mas talvez pense em mudr-lhe o título, para um mais atrevido e chamativo, pois assim os buscadores Google talvez o encontrassem, pois com este título básico, os 2 posts em conjunto (em 2 anos) não ultrapassaram os 300 visitantes. :))

Muito agradecido pela indicação dos livros. Com calma, irei procurá-los.

Não conhecia ma adorei esta frase: «"Todas as mulheres já deviam saber que o príncipe encantado não tem pilinha!"». Não duvide que a irei usar em título e vai ser uma farra.~~

Muito e muito agardecido pela paciência que me lê.

Muitos beijos

António Rosa disse...

Querida Jo

Muito agradecido pelas suas palavras gentis. Muito agradecido por ir fazer uma chamada de atenção ao seu blogue.

Grande abraço.

António Rosa disse...

IdoMind

Sinto que hoje estás mais tristinha. Não é caso para tanto. És uma amiga-leitora que me anima semore. Então lê quando o céu estiver mais tranquilo.

Muitos beijos

António Rosa disse...

Ângela

Muito agradecido pelo ânimo em voltar a republicar este artigo. Talvez o faça daqui por 2 anos.

Muitos beijos de agradecimentos.

António Rosa disse...

Marcelo

Vc sabe como é a coisa. Quando chega o vendaval ven tudo à nossa frente e não podemos. Aguardo por mais uma história de amor.

Abraço

Marcia disse...

Dei uma passada para conhecer seu blog e gostei demais! Parabéns, esta postagem é para uma ótima reflexao!
Abracos e um dia cheio de paz.

António Rosa disse...

Marcia

Muito agradecido pelas suas palavras tão generosas.

Abraço.

Filomena Nunes disse...

Viva António Rosa
Sou sua fã desde o dia em que o conheci virtualmente... acompanho cada texto postado aqui na Cova do Urso e repasso a todos aos meus contactos..
Este texto, que também já tinha lido noutra ocasião, é importantíssimo de ser compreendido neste período Saturno/Libra...vou partilha-lo, também, no facebook.
Um grande abraço e as maiores bênçãos no seu caminho..

Shin Tau disse...

Ó António agora que eu queria ir marcar consulta para saber quando me vou apaixonar???? ehehehehe brincadeirinha! Isso incomoda-te mesmo LOL imagino a quantidade de pessoas assim e a tua paciência a ceder....lolol

Olha, sabes o que senti ao ler o teu texto? A minha vida amorosa com o OM. Fez agora dia 7 14 anos que esta relação amorosa existe em estado activo LOL e como podes imaginar ao longo destes anos todos, muitas foram as etapas, as metamorfoses, as crises, as ilusões e desilusões...mas sempre que nos olhamos nos olhos e vemos aquele brilho, aquele rosto, largamos as armas e damos espaço para que o Amor nos leve e nos guie à etapa seguinte. Este último ano foi mais uma fase dessas, mas mais uma vez, egos de lado, e a relação cresce, muda, transforma-se. Mas para isso é preciso não ter medo, não ter medo das mudanças e de "perder" o que temos agora, acreditar que nada se perde tudo se transforma. Lindo texto amigo! Muito profundo e uma bela lição!

E pronto...acho que ainda tinha mais alguma coisa para dizer...mas esqueci-me ... LOL

Se me lembrar depois volto

Muitas beijocas e agora a sério em Setembro tenho de marcar consulta contigo, quero orientações gerais :)

António Rosa disse...

Filomena

Muito agradecido pela simpatia e pela generosidade.

Só estou a responder hoje porque estive todo o dia na Ericeira, em consultas de astrologia, depois de 15 dias de descanso.

Muito agradecido por ter partilhado no Facebook. Irei lá ver e agradecer.

Grande abraço.

António Rosa disse...

Shin

Tudo leva a crer que a tua história com o OM é exemplar, no sentido de saberem como conseguirem afastar os pedregulhos do caminho. É admirável. Haverá muitos outros casais a conseguirem o mesmo. É uma lição.

Aparece quando quiseres.

Muitos beijos e muito obrigado.

HAZEL disse...

Belíssimo post, António.

Houve ali uma frase que me intrigou. Esta:

"Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem."

Não sou estudante de Astrologia, mas interesso-me.
Como mais ninguém perguntou, tomo a iniciativa de perguntar: em que partes do texto? :))

Abraço

Anónimo disse...

Fantástico!! Estou grata com a oportunidade de ler tão ricas e sábias colocaçãoes.

Paulo Braccini disse...

Querido Antônio! Mais uma vez sua capacidade de sintetizar analiticamente a realidade do SER é supimpa ... pena q nós, em nossa mesquinhês ocidental, não somos capazes de nos apercebermos o quão simples é a vida e suas nuances ... o viver e o ser feliz é muito mais simples q pensamos ... basta deixarmo-nos ir ao sabor da vida e de nossas emoções ... claro q com certo grau de discernimento, de responsabilidade e de respeito ... no mais é deixarmos a nossa arrogância e nosso egoísmo de lado e tudo ficará bem ...

bjux

;-)

Paula M. disse...

Que texto lindo, António!
Estou a ler alguns dos seus posts mais antigos, sao sempre 5 estrelas: esclarecedores, interessantes, um alimento para a alma...

É impressionante como nos embrenhamos facilmente nos assuntos do dia-a-dia e nos desviamos do nosso caminho. Do básico, do essencial para o nosso equilíbrio.

Um abraco

Aida Ferreira disse...

O que dizer António? O Amor esta sempre presente mas muito malentendido! É o meu caso com toda a sinceridade!adorei o seu texto, mas confusa porque tendo a analisar tudo apesar de ser uma pessoa que vive de emoções!viu reler e reler e reler até que consiga ler só com o coração! Obrigada.Aida

Geth Romero disse...

Oi António,
Sempre escrevendo lindos textos...
que delícia!!!
obrigada,
Margareth Romero

Heldrin disse...

Nooossa, muita profundidade seu texto!!! Excelentíssimo, parabéns e gratidão :)

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