Festas Felizes e um excelente 2014

18 de dezembro de 2013 · 6 comentários




DESEJO QUE 2014 SORRIA A TODOS NÓS.

Muito obrigado pela sua Presença.

Este blogue entra em 'modo' descanso
desde hoje, 18 Dezembro até 1 Janeiro 2014.


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Manhattan, em NY, desenvolvimento urbanístico desde 1850

17 de dezembro de 2013 ·

A paisagem citadina mais conhecida em todo o mundo




 Chrysler Building


Edifício Conde Nast
Empire State Building


Edifício GE no Rockefeller Center

Manhattan em 2013
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Planeta Oriental no mapa natal. Que é?

12 de dezembro de 2013 · 6 comentários


Veja bem a ilustração que anexo para perceber no mapa onde está o planeta oriental.

Há dois conceitos dominantes sobre como encontrarmos o planeta oriental no nosso mapa natal.

1) Os astrólogos mais tradicionais dizem-nos que já Ptolomeu (no seu 'Tetrabiblos') afirmava que o planeta oriental no nosso mapa natal é o primeiro que ou nascia ou se punha 'antes' do Sol. Por outras palavras, o planeta que se encontrar em longitude celeste, (na ordem zodiacal) inferior ao Sol será oriental.

2) Na visão de astrólogos mais modernos, a ideia é que o primeiro planeta que encontrarmos num mapa natal, após o ascendente, é o planeta oriental, a que se atribui grande importância na vida da pessoa.

Há quem pense assim: «A grosso modo, um planeta está oriental se ele estiver atrás do Sol (em graus zodiacais) e suficientemente distante para não ser queimado pelo luminar.» - por Rodolfo Veronese

A interpretação - a qualidade de um planeta oriental:

Segundo Celisa Beranger: «Se o Planeta Oriental no mapa natal corresponde ao último planeta tocado pelo Sol, logo é como se este carregasse consigo algo daquela marca. Assim, é um indicador importantíssimo das questões que estão em primeiro plano para a pessoa, a sua auto-expressão, a suas motivações. É inegável que quanto mais próximo do Sol se encontrar o planeta oriental mais premente será sua expressão no conjunto da personalidade e claro, ainda mais se estiver numa orbe de conjunção com o Sol.»

Segundo Elói Dumón, que chama o Planeta Oriental de 'Planeta Explorador' diz-nos: «Tem um especial significado na interpretação astrológica porque modifica e qualifica o potencial criativo do Sol, e os assuntos regidos pelo planeta representam experiências importantes que tomam a frente da vida e que devem ser tratados de forma eficaz para que então o indivíduo possa expressar-se livremente, tomar decisões ou usar a força potencial de seu Sol.»

Noel Tyl, no que corresponde à Astrologia Vocacional afirma que «o planeta oriental é fundamental porque nos fornece informações a respeito das habilidades e talentos mais espontâneos do indivíduo. Excepto no caso de Mercúrio ou Vénus que pela sua proximidade com o Sol têm a maior probabilidade de estarem nessa condição.»

Rodolfo Veronese: «Algumas palavras-chave pipocam a minha mente quando penso nesse conceito: prontidão, agilidade, força, eficácia, juventude.» 

UPDATE EM 13-12-2013

Caros leitores e, sobretudo, estudantes de astrologia.

Li todos os comentários e mensagens privadas que recebi sobre on tema PLANETA ORIENTAL. Por perceber alguma desorientação e como não conheço os vossos mapas natais, fui reler o meu próprio texto para ter chegado a estas conclusões:

1) Que aquilo que escrevi é para alunos muito, mas muito avançados de astrologia. Lamento ter-me equivocado no «target» dos leitores potenciais.

2) Esses leitores potenciais sabem astrologia com alguma moderação e, portanto, facilmente têm dificuldade em saber «pequenos nadas» de astrologia avançada, ficando empanados nos seus conceitos e respostas.

3) É minha convicção pessoal que, devido à velocidade atroz das redes sociais, muitas e muitas pessoas, nem lêm tudo com atenção, nem escutam ou olham [caso de som ou áudio] com atenção o que está à frente. Esta minha afirmação deve-se a ter quase 2.000 textos escritos por mim quer no meu blogue «Cova do Urso», quer no meu site «Escola de Astrologia Nova-Lis» e ler todos os comentários que deixam, sobretudo aqui no Facebook. Eu próprio, muitas vezes cometo os mesmos erros.

Tudo isto para dar estas DICAS sobre o texto dos 'planetas orientais':

1ª DICA - No texto diz-se assim: «o planeta oriental no nosso mapa natal é o primeiro que nascia 'antes' do Sol. Por outras palavras, o planeta que se encontrar em longitude celeste, [leia-se 'Ascendente'] (na ordem zodiacal) inferior ao Sol será oriental. No mapa natal, onde é que o Sol nasce no dia e local do nossos nascimento? É SEMPRE NO ASCENDENTE. Independentemente do local [Signo + Casa] onde o Sol natal se encontre.

2ª DICA - Portanto, com excepção de Mercúrio e Vénus, o planeta oriental é sempre o primeiro que está entre as Casas 12 e 10, como a ilustração mostra. É o 1º planeta a receber os raios do Sol.

3ª DICA - Os astrólogos modernos o que fizeram foi 'descomplicar' a narrativa e afirmam que o o primeiro planeta que encontrarmos num mapa natal, após o ascendente, é o planeta oriental, a que se atribui grande importância na vida da pessoa. Excepto Mercúrio e Vénus, que devido à sua proximidade com o Sol podem estar ou não combustos.

Muito agradecido. Passem bem.




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Parabéns a mim mesmo: são 2 anos sem fumar

5 de dezembro de 2013 · 2 comentários




Parabéns a mim mesmo: são 2 anos sem fumar.
Mais feliz, assim.




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Mercúrio ingressa dia 5 Dezembro 2013 em Sagitário, às 2h42:14, duas horas menos no Brasil

4 de dezembro de 2013 · 6 comentários


Mercúrio ingressa dia 5 Dezembro 2013 em Sagitário, às 2h42:14, duas horas menos no Brasil

Este é um trânsito que aprecio muito. Neste pequeno texto explico a razão.

Quando Mercúrio transita no signo de Sagitário [ou está no mapa natal das pessoas] indica uma mente interessada com todas as codificações do pensamento social, seja na forma de espiritualidade, religião, filosofia, direito ou outros estudos relacionados com a educação superior. Mercúrio em Sagitário apesar de estar no signo de seu detrimento, pode manifestar-se numa maior preocupação pelas atitudes do que pelos factos. As pessoas do 2º nível de Sagitário, regra geral ultrapassam bem este assunto.

O resultado muitas vezes é construtivo, proporcionando um 'insight' da motivação social e dos acontecimentos subsequentes. Entretanto, as pessoas podem não perceber a verdade se não prestarem suficiente atenção à informação factual detalhada, base de todo pensamento lógico. Quero lembrar que Sagitário está em oposição a Gémeos e em quadratura com Virgem, os signos regidos por Mercúrio.

As pessoas neste trânsito ou com essa posição podem ter um 'insight' profético, porque a sua preocupação com as atitudes lhes permite compreender as informações que serão importantes pela opinião pública. Isso conduz à revelação do destino colectivo e do carma. Não pretendo abusar da informação, mas as pessoas com talentos mediúnicos ou telepáticos, desde que bem trabalhadas a nível espiritual, podem receber muita informação positiva vinda do Alto.

Sentiremos que haverá, na generalidade do trânsito, um discurso directo e veremos que as pessoas dirão exactamente aquilo que pensam; exigem liberdade intelectual, mas dependendo dos aspectos que este Mercúrio faça no mapa natal, as ideias raramente divergem dos conceitos tradicionais ou da moral social vigente. É pouco para os tempos que correm.

As pessoas com este posicionamento no mapa natal, geralmente são respeitadas na comunidade. Mas se o conformismo social for levado muito longe, pode conduzir à hipocrisia, pois os seus padrões morais talvez não sejam melhores do que as normas socialmente aceites. Elas precisam perceber que uma atitude não está necessariamente correcta simplesmente porque é popular ou dominante.

É aqui que entra a minha «batalha pessoal»: tentar que as pessoas percebam que acreditando nessa espiritualidade que tanto se fala hoje em dia, não têm necessariamente que serem todas «terapeutas». Ainda há uns dias eu dizia a alguém: de repente, parece-me não haver «clientes» ou «alunos» [use os nomes que entender] suficientes para tantos terapeutas e 'mestrinhos' lindinhos e lindinhas, que a maioria anda confusa com o que lhe está a ocorrer na vida. Este trânsito vem abanar muito TODA a gente. 

Sabemos que neste trânsito ou com o posicionamento natal, as pessoas vão desejar ingressar em instituições públicas de aprendizado superior ou de controlo social, como universidade, igrejas e governo. Com o país Portugal de rastos e a Europa a desafinar, a tendência será um aumento da frustração colectiva. É uma egrégora difícil de vivenciar. Oxalá fiquem todos em paz interna e pessoal.

O objectivo dos mais desalinhados será obter autoridade intelectual e 'status', embora o preço possa ser a submissão a instituições corruptas e estagnadas. Gostam de se considerar exemplos da verdade; porém, se o são ou não, isso depende dos aspectos formados com Mercúrio. Eles podem tender a pregar sermões moralistas sobre coisas óbvias, e se tornarem pedantes. Pode existir uma preocupação com metas distantes, ideais elevados, que pode levar as pessoas a não perceberem o que está sob os seus narizes. A regência de Júpiter pode resultar em tendências à desatenção geral.

Passem todos muito bem.
4 Dezembro 2013


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Sobre a depressão e uma visão astrológica

3 de dezembro de 2013 · 3 comentários

Minha terra, ilha de Moçambique,
foto do conterrâneo sr. Júlio Neto, em 2013

METAFÍSICA DA SAÚDE - Sabendo-se que todas as questões de saúde, chegam vindas de cima, do corpo emocional, passando pelo corpo mental e, finalmente, atingindo o corpo físico, lembrei-me de focar aqui a questão das depressões, a nível da metafísica da saúde e para isso, consultei o excelente livro “O Teu Corpo Ama-te” de Lise Bourbeau [Editora Pergaminho, Portugal, página 133]. Vale a pena ir a uma Fnac [Portugal ou Brasil], procurar o livro e sentar-se comodamente no chão e ler o texto completo.

Por enquanto, deixo uma parte que reproduzi do livro:

Por Lise Bourbeau: “A depressão é o meio utilizado por uma pessoa para não ter de viver a pressão, sobretudo afectiva. Não pode mais, atingiu o limite. Segundo as minhas observações ao longo de vários anos, a pessoa com tendências depressivas tem conflitos regulares com o progenitor do sexo oposto. É o que explica que, com muita frequência, a pessoa em depressão vá pegar-se com o cônjuge sobre quem realiza a transferência. O que a pessoa faz viver ao cônjuge é o que teria querido fazer viver a esse progenitor, mas conteve-se. Ao recusar ajuda, continua a alimentar o rancor e o ódio que vive face a esse progenitor e afunda-se na sua dor.

Quanto mais grave é o estado depressivo, mais a dor foi vivida fortemente em jovem. As feridas podem ser as seguintes: rejeição, abandono, humilhação, traição ou injustiça. Para ter causado tal desequilíbrio mental, como a depressão ou a psicose maníaco-depressiva, foi preciso a dor ter sido vivida no isolamento. Em jovem, esta pessoa não tinha com quem falar e fazer compreender as suas perguntas e angústias. Não aprendeu, pois, a confiar nos outros; bloqueou os seus desejos e recolheu-se finalmente em si mesma, desenvolvendo rancor ou ódio.”

[Fim de citação.]

Apenas tentando recordar que, entre outros aspectos astrológicos, uma Lua em Caranguejo/Câncer, na Casa 4, deve ser motivo suficiente para se parar e tentar perceber bem as questões com a mãe, com as mulheres, com o pensamento feminino. E ver com atenção que aspectos faz essa Lua a Saturno, Quíron e Vénus. Muito haveria a dizer sobre estes posicionamentos.

Vou aproveitar a oportunidade para transcrever, de alguns autores, o que eles pensam sobre a oposição Lua – Vénus.

Marion D. March e Joan McEvers: “Esses aspectos muitas vezes revelam sofrimento nos afectos ou negligência para com eles. Seus pais fazem objecções a seu parceiro, ou você vivência a falta de harmonia doméstica. Você é instável, crédulo e tolerante em excesso. Muitas vezes sente um forte impulso para se pôr em evidência, como compensação por seu sentimento de inferioridade. No mapa de uma mulher, pode haver má saúde periódica e/ou divórcio.” –[“Curso Básico de Astrologia – Vol. 1 – Princípios Fundamentais”, Editora Pensamento, Brasil]

Luís Resina: “Este aspecto indica que você é uma pessoa emocionalmente sensível; no entanto, carece do elemento protector e estável para exprimir as suas necessidades afectivas de uma forma harmoniosa e equilibrada. As diferenças de valores e a instabilidade de sentimentos na sua relação com a mãe ou com a família contribuíram para a formação de certas inseguranças pessoais. Procure um diálogo aberto e franco nas suas relações afectivas, de modo a evitar possíveis dependências neste domínio.” [“Guia de Interpretação Astrológica”, Editorial Pergaminho, Portugal]

Isabel M. Hickey: Com tradução minha – “Há uma oposição que actua através de outras pessoas e consideram como um aspecto negativo. Pode ser superada, comprometendo-se e cooperando. Deve-se escolher esta atitude. Por esta razão uma oposição é mais fácil de operar que uma quadratura. É frequente encontrarem-se casos de perda da mãe, por separação física ou psicológica. As condições monetárias podem causar dificuldades, se não houver um cuidadoso e prudente manejo das finanças. Deve-se superar a sensação subconsciente de não se ser amado, tornando-se uma pessoa mais amável e querida.” [“Astrology: A Cosmic Science: The Classic Work on Spiritual Astrology”, CRCS Publications, EUA]

Somos demasiadas vozes a insistirmos no mesmo. Não é de ânimo leve que estas coisas são escritas e afirmadas.


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Os relacionamentos

23 de novembro de 2013 · 8 comentários



Informação sobre este texto

Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e republicado 2 anos depois, a 17 Agosto 2010. Decidi republicá-lo agora, 23 Novembro 2013, sete anos depois da sua primeira publicação, pois há muitos novos leitores que não o conhecem. Muito obrigado por prestigiarem tanto este artigo. A.R.

Recomendação pessoal

A leitura deste artigo torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». 



No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.

Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.



Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'" *

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...




Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a. No entanto, o Universo é generoso e dar-te-á outra oportunidade. Presta a tua atenção ao assunto e confirmarás o que digo.






Letra completa de «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião





Se quiser comentar, por favor, clique aqui.
Ficarei muito agradecido.



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Cova do Urso - 6º aniversário - 2007-2013

22 de novembro de 2013 · 30 comentários



Cova do Urso
O blogue de António Rosa
22/11/2007 a  22/11/2013

6 anos ao Serviço





Muito agradecido a todos os amigos,
leitores e visitantes.


Este urso foi o 1º avatar que usei na internet,
nos idos de 2003 e foi-me oferecido pela amiga
Ma Jivan Prabhuta


O nome do blogue tem a ver com esta imagem,
que já era usada por mim no tempo do meu antigo blogue
«Postais da Novalis».



Muito obrigado a todos.





O grande pecado: Não tenho Twitter






Este ano de 2013 escolhi não divulgar os números do blogue,
à semelhança do que fiz o ano passado



UPDATE

A amiga Astrid Annabelle, do blogue
«Navegante do Infinito»
dedicou um post de parabéns ao
«Cova do Urso».
Fiquei muito feliz e agradecido.




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Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? Antes de mais, o que é a aplicação?

16 de novembro de 2013 · 0 comentários

 
Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Tenho sensação que isto ficou um pouco tecnicista. Que acham? Podem comentar, por favor? O tema é importante e muito técnico. Lamento.
 
A.R. 
Escrito e publicado no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 01 Janeiro 2009 às 20:09.

Neptuno ficou directo no dia 14 Novembro 2013, em 02º35' de Peixes - Algumas considerações

15 de novembro de 2013 · 1 comentários

Rio Caldo, Portugal, encontrado no blogue 'terrasbouro.blogspot.com'

Neptuno, entre outras coisas é o planeta da compaixão, da imaginação e da divindade, mas também é associado com ilusões, auto-engano e vícios. Nos últimos cinco meses, durante Neptuno retrógrado, temos convenientemente sido capazes de esquivarmos do mundo exterior, para escaparmos ao que a realidade tem realizado por nós.

Durante este Neptuno retrógrado, fizemos na nossa mente uma grande misturada com reminiscências do passado e reflexões sobre as experiências emocionais que nos convenceram que somos bons a escaparmos, desde que possamos usar a nostalgia e pedaços da nossa imaginação, de modo a podermos recriar os nossos sonhos, alguns deles, co-criadores.

Tente fazer uma pergunta a si mesmo, parecida com esta: «O que você está a tentar aceitar e adaptar-se, para que a vida e o amor fluam sem problemas novamente?» Parece simples responder, não é? Para mim tem algo de complicado.

Neptuno estacionário desde quarta-feira, tem estado a incentivar-nos a seguir em frente, a fim de voltarmos para o mundo real. Nem mais. Acabou-se uma das temporadas mais espectaculares que o ser humano pode ter vivido nos últimos 10 anos. É hora de regressarmos e pisar o chão do planeta. Porque é aqui que a nossa reencarnação se realiza.

Este regresso ao chão só nos fará bem se podemos levar o que aprendemos nos últimos meses sobre nós mesmos, as  nossas fantasias, e talvez até mesmo os nossos delírios - para que possamos combinar as nossas ilusões e sonhos com a realidade que nos espera.

Algo dentro de nós tem sido tão perceptível e nos tem impelido a mudarmos poderosamente. E como essas vibrações continuam a encontrar buracos abertos nos nossos corações e nas nossas mentes, podemos querer reflectir sobre que partes de nós temos suavizado nos últimos cinco meses. O que estamos a tentar aceitar e adaptar-se ... para que a vida e o amor fluam sem problemas novamente?

É como uma grande massa de água que liberta o seu próprio controle, de modo que novas águas se ramifiquem e possam cobrir mais território. Nós também podemos misturar, fluindo e crescendo em águas cristalinas ... sem nunca perdermos a nossa conexão ao Todo. A ilustração que escolhi está intimamente ligada a esta frase.

Porque nós temos sido capazes de fundir-nos com as nossas vibrações internas, ainda estamos contando com a batida do nosso coração, e os sussurros da nossa verdadeira alma. Estas memórias, fantasias e inspirações são tudo o que nos resta para mantermos a fé - que espero nos possa trazer 'de volta para casa'.

Ao abraçarmos os nossos divinos e as necessárias experiências emocionais, podemos sobreviver ao mundo cruel da realidade e das responsabilidades. Essas tentações neptunianas doces serão experimentados como 'dissolver' de volta às nossas alucinações e inspirações de cura através da poesia, misticismo, actividades artísticas, vícios, meditação, intuição, a mente, a criatividade, música, espiritualidade, religião e o nosso espaço celeste da divindade.



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Um novo ciclo para a humanidade [Plutão em Capricórnio, saindo de Sagitário]

12 de novembro de 2013 · 6 comentários





Aviso actual de 2013: como este artigo foi escrito em 2007, existe logo à partida uma diferença de 6 anos. Quando encontrarem referências em que digo, por exemplo, há '15 anos', não se esqueça de acrescentar estes 6 anos. Não mexi no original.

A história da humanidade é feita, também, de ciclos breves, que marcam milhões de pessoas para sempre. O ciclo é breve no tempo, mas é definitivo no ser humano.

Peço aos mais crescidos que tentem se lembrar de como eram a nível espiritual e que vida tinham no início dos anos 90. Há 15, 16 anos atrás. Comparem-na com o que são hoje e com a vida que têm actualmente. Muitos de vós, tentem comparar as convicções de então e as que hoje possuem. Nem sequer estou a falar da vida material, apenas das convicções espirituais. 
Foi no início dos anos 90 que se deram as explosões mundiais conhecidas como canalizações comKryon” e “Conversas com Deus”. É também nos anos 90, que J.J. Hurtak se torna mais conhecido, com a sua visão mais científica da espiritualidade, do Livro de Enoch. E surge Aurelia Jones e um infindável número de autores em todo o mundo. No Brasil, já haviam surgido Trigueirinho e Rodrigo Romo, que se tornaram mais conhecido nos anos 90. Em Portugal, também logo no início da mesma década, surge André Louro de Almeida [pintor, músico, escritor, palestrante], com o seu intenso trabalha de divulgação e interiorização espiritual. Para quem aprecia, e não tendo as mesmas características, podemos incluir o autor Paulo Coelho, que na mesma década de 90, foi promovido a fenómeno planetário, com a sua escrita espiritual zen. Entre nós, em Portugal, no início deste século, deu-se um fenómeno local equivalente com os livros "Este Jesus Cristo Que Vos Fala", de Alexandra Solnado, e, pouco depois surgem outras obras de vários autores, nomeadamente, Vitorino de SousaÉ a época dourada das canalizações e da orientação espiritual vinda do outro lado do véu.

Quando Plutão entrou em Sagitário, em 1995, já vinha iniciando (5 graus antes a este signo) a preparação da humanidade para enfrentar outras filosofias de vida. Apenas falando em Portugal, há 15 anos, a maioria das pessoas não sabia que havia formas diferentes de sentir e praticar a espiritualidade, para além das convencionais, associadas às diversas religiões maioritárias. A malha terrestre estava a alargar-se e, surgem, como cogumelos, uma plêidade de videntes, mediuns e leitores de oráculos, uns mais mediáticos do que outros, que prometem mundos e fundos aos seus clientes. A astrologia também inicia uma lenta e segura caminhada na recuperação da sua credibilidade milenar, entratento tão maltratada, por por razões de oportunismo e ignorância. O tarot é, finalmente, encarado e praticado com mais seriedade.

A bruxaria passa a ser assunto corrente e é anunciada nas revistas e jornais, com os desmandos que conhecemos. As organizações herméticas tentam sem grande sucesso, manterem-se herméticas. Não há como. Surge a wicca, ainda tímida, a dar os seus primeiros passos, sem grandes fundamentos populares, continuando reduzida a expressões minúsculas.

Simbolicamente falando, Plutão fez o trabalho transformador correspondente a esse breve ciclo, e hoje, assistimos à implantação do fenómeno oposto. Em nenhuma era da humanidade houve tanta abundância informativa sobre espiritualidade e esoterismo. Eu e os meus colaboradores, as nossa editoras, com os livros e sites, somos outro exemplo do que foi o trabalho de Plutão em Sagitário. Apenas pretendemos divulgar ideias. Agora já estamos a aprender na carne o que será Plutão em Capricórnio. Fala-se abertamente de espiritualidade, em todo o lado, fora dos “conventos” tradicionais.

Se observarmos com atenção, estamos perante um “movimento” único, como se de uma onda gigantesca se tratasse. Nunca houve tantos terapeutas para o corpo e espírito, como agora. Com uma infinidade de especialidades. Com máquinas credíveis e sofisticadas.Nunca houve uma época como esta que atravessamos, em que a maioria das pessoas sente possuir um “dom” especial. E possuem, seja o que for. Mas não são “especiais”, por isso. Pensam que são especiais, o que é diferente. E dizem e escrevem as maiores barbaridades. Os spa's e os health centres, além dos fitness e maquinaria diversa, oferecem conforto para a alma, nos seus banhos, terapias com pedras, óleos e massagens especiais com a prática de yoga. Nunca tanta gente tentou saber qual era a sua missão nesta reencarnação. Nunca houve tantos orientadores espirituais, assim como nunca tantos canalizadores se deram a conhecer, como nos dias de hoje. Nunca tantos livros, discos, filmes, revistas, sites, blogues, cursos, palestras e seminários trataram de temas espirituais. Pelo meio, também sabemos que existe alguma confusão sobre estes assuntos. Dúvidas, receios, medos. É natural. E nunca se assistiu a uma crise de valores tão profunda e radical. O auto-convencimento ainda impera...

O breve ciclo de Plutão em Sagitário fez que tudo isto acontecesse. Conseguiu espalhar a bênção de nos descobrirmos mais do que um mero corpo físico. O próximo ciclo colocará as coisas no seu lugar definitivo. Será como se uma rede fina viesse separar o trigo do joio.

É Plutão a chegar a Capricórnio.

Com este ciclo vamos assistir a uma concentração, a uma fina peneiragem do que não serve, sobrevivendo o que tiver realmente uma "sontonia fina". Muitos desaparecerão, ficando apenas aqueles que estiverem a trabalhar o seu interno. Todas as pessoas que conheço que têm estado empenhadas nesta caminhada, passaram ou estão a passar por situações de crise enorme, a testar se são capazes de sobreviver a essa "sintonia fina". É extremamente doloroso. E vai continuar a ser...

Estamos no início de uma importantíssima alteração nos nossos conceitos básicos sobre HierarquiaAutoridade e Respeito. Essa alteração vai ser cada vez mais sentida na carne, na experiência da vida. São os “tempos chegados”. E tem data marcada e será inexorável no seu cumprimento. Já se nota que está a funcionar [em Fevereiro de 2007, encontra-se a 2 graus de Capricórnio], mas a partir do início de 2008 o novo ciclo estará aí, a funcionar em pleno.

Estas alterações forçar-nos-ão a reavaliar internamente os nossos critérios a respeito "do que" ouvir, "em que" acreditar, "onde" colocar nossas atenções e "a quem" nos colocarmos à disposição.

Cooperação será a tónica de uma nova abordagem colectiva de relacionamentos hierárquicos, não como reacção à autoridade, mas como resposta às necessidades de se assumir a própria responsabilidade diante da vida que nos cerca.

Paternalismos não mais caberão nas nossas expectativas: aquele ser austero, que mantém tudo nos trilhos, está a desaparecer.

Num primeiro momento haverá muito medo e insegurança, (já se nota no desemprego e na crise económica) mas com o tempo, as transformações das estruturas internas e externas mostrar-se-ão suportáveis e até benéficas, consoante formos percebendo que a transformação do que é velho em novo é inexorável, dolorosa e necessária. Sempre foi assim.

O poder será dos que têm "boa vontade", já que só será exercido na medida em que for permitido.

Status será dos que souberem "Fazer" e souberem "Ser" e não apenas dos que sabem "Ter".

"Ter" será substituído por "Ser" na escala de valores do inconsciente colectivo. Poder aquisitivo será um acessório, não mais uma premissa.

Dificuldades? Sim, muitas. Principalmente antes de termos estabelecido as nossas novas referências em termos de segurança e estabilidade.

A nova estabilidade só virá quando percebermos que nada na natureza é permanente, e quando nos pudermos entregar à aventura de confiar em nós mesmos, na certeza de que o novo conceito de Respeito nos abrigará quando surgirem obstáculos.

São outros tempos que chegam. As novas organizações estão a chegar e a entrar, decididos a substituírem os velhos paradigmas de políticas sociais e económicas que já não funcionam. Ong's, permacultura, preço justo, associativismo responsável, etc., estão a surgir como resposta aos Estados em falência. É um Plutão Transformador, que já está a (re)estabelecer novas leis, novos códigos de conduta para a humanidade. É uma rede fina que vem trazer uma nova ordem mais subtil, uma nova energia, mais de acordo com Gaia, a nossa nave, na qual somos apenas mais um ao serviço da mesma.

O tempo dirá...

[Este artigo foi publicado em Fevereiro de 2007 no meu apagado blogue "Astrologia para Todos" -
e em 25 Dezembro 2008 no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e foi colocado no meu blogue 
a 12 Novembro 2013, para memória futura. - A.R.] 


Se quiser escrever algum comentário, pode clicar aqui.



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18 de dezembro de 2013

Festas Felizes e um excelente 2014




DESEJO QUE 2014 SORRIA A TODOS NÓS.

Muito obrigado pela sua Presença.

Este blogue entra em 'modo' descanso
desde hoje, 18 Dezembro até 1 Janeiro 2014.


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17 de dezembro de 2013

Manhattan, em NY, desenvolvimento urbanístico desde 1850

A paisagem citadina mais conhecida em todo o mundo




 Chrysler Building


Edifício Conde Nast
Empire State Building


Edifício GE no Rockefeller Center

Manhattan em 2013
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12 de dezembro de 2013

Planeta Oriental no mapa natal. Que é?


Veja bem a ilustração que anexo para perceber no mapa onde está o planeta oriental.

Há dois conceitos dominantes sobre como encontrarmos o planeta oriental no nosso mapa natal.

1) Os astrólogos mais tradicionais dizem-nos que já Ptolomeu (no seu 'Tetrabiblos') afirmava que o planeta oriental no nosso mapa natal é o primeiro que ou nascia ou se punha 'antes' do Sol. Por outras palavras, o planeta que se encontrar em longitude celeste, (na ordem zodiacal) inferior ao Sol será oriental.

2) Na visão de astrólogos mais modernos, a ideia é que o primeiro planeta que encontrarmos num mapa natal, após o ascendente, é o planeta oriental, a que se atribui grande importância na vida da pessoa.

Há quem pense assim: «A grosso modo, um planeta está oriental se ele estiver atrás do Sol (em graus zodiacais) e suficientemente distante para não ser queimado pelo luminar.» - por Rodolfo Veronese

A interpretação - a qualidade de um planeta oriental:

Segundo Celisa Beranger: «Se o Planeta Oriental no mapa natal corresponde ao último planeta tocado pelo Sol, logo é como se este carregasse consigo algo daquela marca. Assim, é um indicador importantíssimo das questões que estão em primeiro plano para a pessoa, a sua auto-expressão, a suas motivações. É inegável que quanto mais próximo do Sol se encontrar o planeta oriental mais premente será sua expressão no conjunto da personalidade e claro, ainda mais se estiver numa orbe de conjunção com o Sol.»

Segundo Elói Dumón, que chama o Planeta Oriental de 'Planeta Explorador' diz-nos: «Tem um especial significado na interpretação astrológica porque modifica e qualifica o potencial criativo do Sol, e os assuntos regidos pelo planeta representam experiências importantes que tomam a frente da vida e que devem ser tratados de forma eficaz para que então o indivíduo possa expressar-se livremente, tomar decisões ou usar a força potencial de seu Sol.»

Noel Tyl, no que corresponde à Astrologia Vocacional afirma que «o planeta oriental é fundamental porque nos fornece informações a respeito das habilidades e talentos mais espontâneos do indivíduo. Excepto no caso de Mercúrio ou Vénus que pela sua proximidade com o Sol têm a maior probabilidade de estarem nessa condição.»

Rodolfo Veronese: «Algumas palavras-chave pipocam a minha mente quando penso nesse conceito: prontidão, agilidade, força, eficácia, juventude.» 

UPDATE EM 13-12-2013

Caros leitores e, sobretudo, estudantes de astrologia.

Li todos os comentários e mensagens privadas que recebi sobre on tema PLANETA ORIENTAL. Por perceber alguma desorientação e como não conheço os vossos mapas natais, fui reler o meu próprio texto para ter chegado a estas conclusões:

1) Que aquilo que escrevi é para alunos muito, mas muito avançados de astrologia. Lamento ter-me equivocado no «target» dos leitores potenciais.

2) Esses leitores potenciais sabem astrologia com alguma moderação e, portanto, facilmente têm dificuldade em saber «pequenos nadas» de astrologia avançada, ficando empanados nos seus conceitos e respostas.

3) É minha convicção pessoal que, devido à velocidade atroz das redes sociais, muitas e muitas pessoas, nem lêm tudo com atenção, nem escutam ou olham [caso de som ou áudio] com atenção o que está à frente. Esta minha afirmação deve-se a ter quase 2.000 textos escritos por mim quer no meu blogue «Cova do Urso», quer no meu site «Escola de Astrologia Nova-Lis» e ler todos os comentários que deixam, sobretudo aqui no Facebook. Eu próprio, muitas vezes cometo os mesmos erros.

Tudo isto para dar estas DICAS sobre o texto dos 'planetas orientais':

1ª DICA - No texto diz-se assim: «o planeta oriental no nosso mapa natal é o primeiro que nascia 'antes' do Sol. Por outras palavras, o planeta que se encontrar em longitude celeste, [leia-se 'Ascendente'] (na ordem zodiacal) inferior ao Sol será oriental. No mapa natal, onde é que o Sol nasce no dia e local do nossos nascimento? É SEMPRE NO ASCENDENTE. Independentemente do local [Signo + Casa] onde o Sol natal se encontre.

2ª DICA - Portanto, com excepção de Mercúrio e Vénus, o planeta oriental é sempre o primeiro que está entre as Casas 12 e 10, como a ilustração mostra. É o 1º planeta a receber os raios do Sol.

3ª DICA - Os astrólogos modernos o que fizeram foi 'descomplicar' a narrativa e afirmam que o o primeiro planeta que encontrarmos num mapa natal, após o ascendente, é o planeta oriental, a que se atribui grande importância na vida da pessoa. Excepto Mercúrio e Vénus, que devido à sua proximidade com o Sol podem estar ou não combustos.

Muito agradecido. Passem bem.




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4 de dezembro de 2013

Mercúrio ingressa dia 5 Dezembro 2013 em Sagitário, às 2h42:14, duas horas menos no Brasil


Mercúrio ingressa dia 5 Dezembro 2013 em Sagitário, às 2h42:14, duas horas menos no Brasil

Este é um trânsito que aprecio muito. Neste pequeno texto explico a razão.

Quando Mercúrio transita no signo de Sagitário [ou está no mapa natal das pessoas] indica uma mente interessada com todas as codificações do pensamento social, seja na forma de espiritualidade, religião, filosofia, direito ou outros estudos relacionados com a educação superior. Mercúrio em Sagitário apesar de estar no signo de seu detrimento, pode manifestar-se numa maior preocupação pelas atitudes do que pelos factos. As pessoas do 2º nível de Sagitário, regra geral ultrapassam bem este assunto.

O resultado muitas vezes é construtivo, proporcionando um 'insight' da motivação social e dos acontecimentos subsequentes. Entretanto, as pessoas podem não perceber a verdade se não prestarem suficiente atenção à informação factual detalhada, base de todo pensamento lógico. Quero lembrar que Sagitário está em oposição a Gémeos e em quadratura com Virgem, os signos regidos por Mercúrio.

As pessoas neste trânsito ou com essa posição podem ter um 'insight' profético, porque a sua preocupação com as atitudes lhes permite compreender as informações que serão importantes pela opinião pública. Isso conduz à revelação do destino colectivo e do carma. Não pretendo abusar da informação, mas as pessoas com talentos mediúnicos ou telepáticos, desde que bem trabalhadas a nível espiritual, podem receber muita informação positiva vinda do Alto.

Sentiremos que haverá, na generalidade do trânsito, um discurso directo e veremos que as pessoas dirão exactamente aquilo que pensam; exigem liberdade intelectual, mas dependendo dos aspectos que este Mercúrio faça no mapa natal, as ideias raramente divergem dos conceitos tradicionais ou da moral social vigente. É pouco para os tempos que correm.

As pessoas com este posicionamento no mapa natal, geralmente são respeitadas na comunidade. Mas se o conformismo social for levado muito longe, pode conduzir à hipocrisia, pois os seus padrões morais talvez não sejam melhores do que as normas socialmente aceites. Elas precisam perceber que uma atitude não está necessariamente correcta simplesmente porque é popular ou dominante.

É aqui que entra a minha «batalha pessoal»: tentar que as pessoas percebam que acreditando nessa espiritualidade que tanto se fala hoje em dia, não têm necessariamente que serem todas «terapeutas». Ainda há uns dias eu dizia a alguém: de repente, parece-me não haver «clientes» ou «alunos» [use os nomes que entender] suficientes para tantos terapeutas e 'mestrinhos' lindinhos e lindinhas, que a maioria anda confusa com o que lhe está a ocorrer na vida. Este trânsito vem abanar muito TODA a gente. 

Sabemos que neste trânsito ou com o posicionamento natal, as pessoas vão desejar ingressar em instituições públicas de aprendizado superior ou de controlo social, como universidade, igrejas e governo. Com o país Portugal de rastos e a Europa a desafinar, a tendência será um aumento da frustração colectiva. É uma egrégora difícil de vivenciar. Oxalá fiquem todos em paz interna e pessoal.

O objectivo dos mais desalinhados será obter autoridade intelectual e 'status', embora o preço possa ser a submissão a instituições corruptas e estagnadas. Gostam de se considerar exemplos da verdade; porém, se o são ou não, isso depende dos aspectos formados com Mercúrio. Eles podem tender a pregar sermões moralistas sobre coisas óbvias, e se tornarem pedantes. Pode existir uma preocupação com metas distantes, ideais elevados, que pode levar as pessoas a não perceberem o que está sob os seus narizes. A regência de Júpiter pode resultar em tendências à desatenção geral.

Passem todos muito bem.
4 Dezembro 2013


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3 de dezembro de 2013

Sobre a depressão e uma visão astrológica

Minha terra, ilha de Moçambique,
foto do conterrâneo sr. Júlio Neto, em 2013

METAFÍSICA DA SAÚDE - Sabendo-se que todas as questões de saúde, chegam vindas de cima, do corpo emocional, passando pelo corpo mental e, finalmente, atingindo o corpo físico, lembrei-me de focar aqui a questão das depressões, a nível da metafísica da saúde e para isso, consultei o excelente livro “O Teu Corpo Ama-te” de Lise Bourbeau [Editora Pergaminho, Portugal, página 133]. Vale a pena ir a uma Fnac [Portugal ou Brasil], procurar o livro e sentar-se comodamente no chão e ler o texto completo.

Por enquanto, deixo uma parte que reproduzi do livro:

Por Lise Bourbeau: “A depressão é o meio utilizado por uma pessoa para não ter de viver a pressão, sobretudo afectiva. Não pode mais, atingiu o limite. Segundo as minhas observações ao longo de vários anos, a pessoa com tendências depressivas tem conflitos regulares com o progenitor do sexo oposto. É o que explica que, com muita frequência, a pessoa em depressão vá pegar-se com o cônjuge sobre quem realiza a transferência. O que a pessoa faz viver ao cônjuge é o que teria querido fazer viver a esse progenitor, mas conteve-se. Ao recusar ajuda, continua a alimentar o rancor e o ódio que vive face a esse progenitor e afunda-se na sua dor.

Quanto mais grave é o estado depressivo, mais a dor foi vivida fortemente em jovem. As feridas podem ser as seguintes: rejeição, abandono, humilhação, traição ou injustiça. Para ter causado tal desequilíbrio mental, como a depressão ou a psicose maníaco-depressiva, foi preciso a dor ter sido vivida no isolamento. Em jovem, esta pessoa não tinha com quem falar e fazer compreender as suas perguntas e angústias. Não aprendeu, pois, a confiar nos outros; bloqueou os seus desejos e recolheu-se finalmente em si mesma, desenvolvendo rancor ou ódio.”

[Fim de citação.]

Apenas tentando recordar que, entre outros aspectos astrológicos, uma Lua em Caranguejo/Câncer, na Casa 4, deve ser motivo suficiente para se parar e tentar perceber bem as questões com a mãe, com as mulheres, com o pensamento feminino. E ver com atenção que aspectos faz essa Lua a Saturno, Quíron e Vénus. Muito haveria a dizer sobre estes posicionamentos.

Vou aproveitar a oportunidade para transcrever, de alguns autores, o que eles pensam sobre a oposição Lua – Vénus.

Marion D. March e Joan McEvers: “Esses aspectos muitas vezes revelam sofrimento nos afectos ou negligência para com eles. Seus pais fazem objecções a seu parceiro, ou você vivência a falta de harmonia doméstica. Você é instável, crédulo e tolerante em excesso. Muitas vezes sente um forte impulso para se pôr em evidência, como compensação por seu sentimento de inferioridade. No mapa de uma mulher, pode haver má saúde periódica e/ou divórcio.” –[“Curso Básico de Astrologia – Vol. 1 – Princípios Fundamentais”, Editora Pensamento, Brasil]

Luís Resina: “Este aspecto indica que você é uma pessoa emocionalmente sensível; no entanto, carece do elemento protector e estável para exprimir as suas necessidades afectivas de uma forma harmoniosa e equilibrada. As diferenças de valores e a instabilidade de sentimentos na sua relação com a mãe ou com a família contribuíram para a formação de certas inseguranças pessoais. Procure um diálogo aberto e franco nas suas relações afectivas, de modo a evitar possíveis dependências neste domínio.” [“Guia de Interpretação Astrológica”, Editorial Pergaminho, Portugal]

Isabel M. Hickey: Com tradução minha – “Há uma oposição que actua através de outras pessoas e consideram como um aspecto negativo. Pode ser superada, comprometendo-se e cooperando. Deve-se escolher esta atitude. Por esta razão uma oposição é mais fácil de operar que uma quadratura. É frequente encontrarem-se casos de perda da mãe, por separação física ou psicológica. As condições monetárias podem causar dificuldades, se não houver um cuidadoso e prudente manejo das finanças. Deve-se superar a sensação subconsciente de não se ser amado, tornando-se uma pessoa mais amável e querida.” [“Astrology: A Cosmic Science: The Classic Work on Spiritual Astrology”, CRCS Publications, EUA]

Somos demasiadas vozes a insistirmos no mesmo. Não é de ânimo leve que estas coisas são escritas e afirmadas.


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23 de novembro de 2013

Os relacionamentos



Informação sobre este texto

Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e republicado 2 anos depois, a 17 Agosto 2010. Decidi republicá-lo agora, 23 Novembro 2013, sete anos depois da sua primeira publicação, pois há muitos novos leitores que não o conhecem. Muito obrigado por prestigiarem tanto este artigo. A.R.

Recomendação pessoal

A leitura deste artigo torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». 



No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.

Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.



Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'" *

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...




Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a. No entanto, o Universo é generoso e dar-te-á outra oportunidade. Presta a tua atenção ao assunto e confirmarás o que digo.






Letra completa de «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião





Se quiser comentar, por favor, clique aqui.
Ficarei muito agradecido.



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22 de novembro de 2013

Cova do Urso - 6º aniversário - 2007-2013



Cova do Urso
O blogue de António Rosa
22/11/2007 a  22/11/2013

6 anos ao Serviço





Muito agradecido a todos os amigos,
leitores e visitantes.


Este urso foi o 1º avatar que usei na internet,
nos idos de 2003 e foi-me oferecido pela amiga
Ma Jivan Prabhuta


O nome do blogue tem a ver com esta imagem,
que já era usada por mim no tempo do meu antigo blogue
«Postais da Novalis».



Muito obrigado a todos.





O grande pecado: Não tenho Twitter






Este ano de 2013 escolhi não divulgar os números do blogue,
à semelhança do que fiz o ano passado



UPDATE

A amiga Astrid Annabelle, do blogue
«Navegante do Infinito»
dedicou um post de parabéns ao
«Cova do Urso».
Fiquei muito feliz e agradecido.




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16 de novembro de 2013

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? Antes de mais, o que é a aplicação?

 
Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Tenho sensação que isto ficou um pouco tecnicista. Que acham? Podem comentar, por favor? O tema é importante e muito técnico. Lamento.
 
A.R. 
Escrito e publicado no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 01 Janeiro 2009 às 20:09.

15 de novembro de 2013

Neptuno ficou directo no dia 14 Novembro 2013, em 02º35' de Peixes - Algumas considerações

Rio Caldo, Portugal, encontrado no blogue 'terrasbouro.blogspot.com'

Neptuno, entre outras coisas é o planeta da compaixão, da imaginação e da divindade, mas também é associado com ilusões, auto-engano e vícios. Nos últimos cinco meses, durante Neptuno retrógrado, temos convenientemente sido capazes de esquivarmos do mundo exterior, para escaparmos ao que a realidade tem realizado por nós.

Durante este Neptuno retrógrado, fizemos na nossa mente uma grande misturada com reminiscências do passado e reflexões sobre as experiências emocionais que nos convenceram que somos bons a escaparmos, desde que possamos usar a nostalgia e pedaços da nossa imaginação, de modo a podermos recriar os nossos sonhos, alguns deles, co-criadores.

Tente fazer uma pergunta a si mesmo, parecida com esta: «O que você está a tentar aceitar e adaptar-se, para que a vida e o amor fluam sem problemas novamente?» Parece simples responder, não é? Para mim tem algo de complicado.

Neptuno estacionário desde quarta-feira, tem estado a incentivar-nos a seguir em frente, a fim de voltarmos para o mundo real. Nem mais. Acabou-se uma das temporadas mais espectaculares que o ser humano pode ter vivido nos últimos 10 anos. É hora de regressarmos e pisar o chão do planeta. Porque é aqui que a nossa reencarnação se realiza.

Este regresso ao chão só nos fará bem se podemos levar o que aprendemos nos últimos meses sobre nós mesmos, as  nossas fantasias, e talvez até mesmo os nossos delírios - para que possamos combinar as nossas ilusões e sonhos com a realidade que nos espera.

Algo dentro de nós tem sido tão perceptível e nos tem impelido a mudarmos poderosamente. E como essas vibrações continuam a encontrar buracos abertos nos nossos corações e nas nossas mentes, podemos querer reflectir sobre que partes de nós temos suavizado nos últimos cinco meses. O que estamos a tentar aceitar e adaptar-se ... para que a vida e o amor fluam sem problemas novamente?

É como uma grande massa de água que liberta o seu próprio controle, de modo que novas águas se ramifiquem e possam cobrir mais território. Nós também podemos misturar, fluindo e crescendo em águas cristalinas ... sem nunca perdermos a nossa conexão ao Todo. A ilustração que escolhi está intimamente ligada a esta frase.

Porque nós temos sido capazes de fundir-nos com as nossas vibrações internas, ainda estamos contando com a batida do nosso coração, e os sussurros da nossa verdadeira alma. Estas memórias, fantasias e inspirações são tudo o que nos resta para mantermos a fé - que espero nos possa trazer 'de volta para casa'.

Ao abraçarmos os nossos divinos e as necessárias experiências emocionais, podemos sobreviver ao mundo cruel da realidade e das responsabilidades. Essas tentações neptunianas doces serão experimentados como 'dissolver' de volta às nossas alucinações e inspirações de cura através da poesia, misticismo, actividades artísticas, vícios, meditação, intuição, a mente, a criatividade, música, espiritualidade, religião e o nosso espaço celeste da divindade.



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12 de novembro de 2013

Um novo ciclo para a humanidade [Plutão em Capricórnio, saindo de Sagitário]





Aviso actual de 2013: como este artigo foi escrito em 2007, existe logo à partida uma diferença de 6 anos. Quando encontrarem referências em que digo, por exemplo, há '15 anos', não se esqueça de acrescentar estes 6 anos. Não mexi no original.

A história da humanidade é feita, também, de ciclos breves, que marcam milhões de pessoas para sempre. O ciclo é breve no tempo, mas é definitivo no ser humano.

Peço aos mais crescidos que tentem se lembrar de como eram a nível espiritual e que vida tinham no início dos anos 90. Há 15, 16 anos atrás. Comparem-na com o que são hoje e com a vida que têm actualmente. Muitos de vós, tentem comparar as convicções de então e as que hoje possuem. Nem sequer estou a falar da vida material, apenas das convicções espirituais. 
Foi no início dos anos 90 que se deram as explosões mundiais conhecidas como canalizações comKryon” e “Conversas com Deus”. É também nos anos 90, que J.J. Hurtak se torna mais conhecido, com a sua visão mais científica da espiritualidade, do Livro de Enoch. E surge Aurelia Jones e um infindável número de autores em todo o mundo. No Brasil, já haviam surgido Trigueirinho e Rodrigo Romo, que se tornaram mais conhecido nos anos 90. Em Portugal, também logo no início da mesma década, surge André Louro de Almeida [pintor, músico, escritor, palestrante], com o seu intenso trabalha de divulgação e interiorização espiritual. Para quem aprecia, e não tendo as mesmas características, podemos incluir o autor Paulo Coelho, que na mesma década de 90, foi promovido a fenómeno planetário, com a sua escrita espiritual zen. Entre nós, em Portugal, no início deste século, deu-se um fenómeno local equivalente com os livros "Este Jesus Cristo Que Vos Fala", de Alexandra Solnado, e, pouco depois surgem outras obras de vários autores, nomeadamente, Vitorino de SousaÉ a época dourada das canalizações e da orientação espiritual vinda do outro lado do véu.

Quando Plutão entrou em Sagitário, em 1995, já vinha iniciando (5 graus antes a este signo) a preparação da humanidade para enfrentar outras filosofias de vida. Apenas falando em Portugal, há 15 anos, a maioria das pessoas não sabia que havia formas diferentes de sentir e praticar a espiritualidade, para além das convencionais, associadas às diversas religiões maioritárias. A malha terrestre estava a alargar-se e, surgem, como cogumelos, uma plêidade de videntes, mediuns e leitores de oráculos, uns mais mediáticos do que outros, que prometem mundos e fundos aos seus clientes. A astrologia também inicia uma lenta e segura caminhada na recuperação da sua credibilidade milenar, entratento tão maltratada, por por razões de oportunismo e ignorância. O tarot é, finalmente, encarado e praticado com mais seriedade.

A bruxaria passa a ser assunto corrente e é anunciada nas revistas e jornais, com os desmandos que conhecemos. As organizações herméticas tentam sem grande sucesso, manterem-se herméticas. Não há como. Surge a wicca, ainda tímida, a dar os seus primeiros passos, sem grandes fundamentos populares, continuando reduzida a expressões minúsculas.

Simbolicamente falando, Plutão fez o trabalho transformador correspondente a esse breve ciclo, e hoje, assistimos à implantação do fenómeno oposto. Em nenhuma era da humanidade houve tanta abundância informativa sobre espiritualidade e esoterismo. Eu e os meus colaboradores, as nossa editoras, com os livros e sites, somos outro exemplo do que foi o trabalho de Plutão em Sagitário. Apenas pretendemos divulgar ideias. Agora já estamos a aprender na carne o que será Plutão em Capricórnio. Fala-se abertamente de espiritualidade, em todo o lado, fora dos “conventos” tradicionais.

Se observarmos com atenção, estamos perante um “movimento” único, como se de uma onda gigantesca se tratasse. Nunca houve tantos terapeutas para o corpo e espírito, como agora. Com uma infinidade de especialidades. Com máquinas credíveis e sofisticadas.Nunca houve uma época como esta que atravessamos, em que a maioria das pessoas sente possuir um “dom” especial. E possuem, seja o que for. Mas não são “especiais”, por isso. Pensam que são especiais, o que é diferente. E dizem e escrevem as maiores barbaridades. Os spa's e os health centres, além dos fitness e maquinaria diversa, oferecem conforto para a alma, nos seus banhos, terapias com pedras, óleos e massagens especiais com a prática de yoga. Nunca tanta gente tentou saber qual era a sua missão nesta reencarnação. Nunca houve tantos orientadores espirituais, assim como nunca tantos canalizadores se deram a conhecer, como nos dias de hoje. Nunca tantos livros, discos, filmes, revistas, sites, blogues, cursos, palestras e seminários trataram de temas espirituais. Pelo meio, também sabemos que existe alguma confusão sobre estes assuntos. Dúvidas, receios, medos. É natural. E nunca se assistiu a uma crise de valores tão profunda e radical. O auto-convencimento ainda impera...

O breve ciclo de Plutão em Sagitário fez que tudo isto acontecesse. Conseguiu espalhar a bênção de nos descobrirmos mais do que um mero corpo físico. O próximo ciclo colocará as coisas no seu lugar definitivo. Será como se uma rede fina viesse separar o trigo do joio.

É Plutão a chegar a Capricórnio.

Com este ciclo vamos assistir a uma concentração, a uma fina peneiragem do que não serve, sobrevivendo o que tiver realmente uma "sontonia fina". Muitos desaparecerão, ficando apenas aqueles que estiverem a trabalhar o seu interno. Todas as pessoas que conheço que têm estado empenhadas nesta caminhada, passaram ou estão a passar por situações de crise enorme, a testar se são capazes de sobreviver a essa "sintonia fina". É extremamente doloroso. E vai continuar a ser...

Estamos no início de uma importantíssima alteração nos nossos conceitos básicos sobre HierarquiaAutoridade e Respeito. Essa alteração vai ser cada vez mais sentida na carne, na experiência da vida. São os “tempos chegados”. E tem data marcada e será inexorável no seu cumprimento. Já se nota que está a funcionar [em Fevereiro de 2007, encontra-se a 2 graus de Capricórnio], mas a partir do início de 2008 o novo ciclo estará aí, a funcionar em pleno.

Estas alterações forçar-nos-ão a reavaliar internamente os nossos critérios a respeito "do que" ouvir, "em que" acreditar, "onde" colocar nossas atenções e "a quem" nos colocarmos à disposição.

Cooperação será a tónica de uma nova abordagem colectiva de relacionamentos hierárquicos, não como reacção à autoridade, mas como resposta às necessidades de se assumir a própria responsabilidade diante da vida que nos cerca.

Paternalismos não mais caberão nas nossas expectativas: aquele ser austero, que mantém tudo nos trilhos, está a desaparecer.

Num primeiro momento haverá muito medo e insegurança, (já se nota no desemprego e na crise económica) mas com o tempo, as transformações das estruturas internas e externas mostrar-se-ão suportáveis e até benéficas, consoante formos percebendo que a transformação do que é velho em novo é inexorável, dolorosa e necessária. Sempre foi assim.

O poder será dos que têm "boa vontade", já que só será exercido na medida em que for permitido.

Status será dos que souberem "Fazer" e souberem "Ser" e não apenas dos que sabem "Ter".

"Ter" será substituído por "Ser" na escala de valores do inconsciente colectivo. Poder aquisitivo será um acessório, não mais uma premissa.

Dificuldades? Sim, muitas. Principalmente antes de termos estabelecido as nossas novas referências em termos de segurança e estabilidade.

A nova estabilidade só virá quando percebermos que nada na natureza é permanente, e quando nos pudermos entregar à aventura de confiar em nós mesmos, na certeza de que o novo conceito de Respeito nos abrigará quando surgirem obstáculos.

São outros tempos que chegam. As novas organizações estão a chegar e a entrar, decididos a substituírem os velhos paradigmas de políticas sociais e económicas que já não funcionam. Ong's, permacultura, preço justo, associativismo responsável, etc., estão a surgir como resposta aos Estados em falência. É um Plutão Transformador, que já está a (re)estabelecer novas leis, novos códigos de conduta para a humanidade. É uma rede fina que vem trazer uma nova ordem mais subtil, uma nova energia, mais de acordo com Gaia, a nossa nave, na qual somos apenas mais um ao serviço da mesma.

O tempo dirá...

[Este artigo foi publicado em Fevereiro de 2007 no meu apagado blogue "Astrologia para Todos" -
e em 25 Dezembro 2008 no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e foi colocado no meu blogue 
a 12 Novembro 2013, para memória futura. - A.R.] 


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